Dr. Renato Susin Médico Nutrólogo

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Saúde Intestinal

Gases intestinais: causas, sintomas e como equilibrar a digestão

 Os gases intestinais podem indicar disbiose ou má digestão. Saiba como identificar as causas e tratar com apoio do mapa do microbioma intestinal.

Pessoa com gases intestinais e desconforto abdominal

sintomas de gases intestinais

Por que sentimos gases intestinais?

Os gases intestinais são um fenômeno natural do processo digestivo. Durante a digestão, o corpo produz pequenas quantidades de gases que são eliminadas sem causar desconforto.

Porém, quando há produção excessiva, o quadro pode causar dor abdominal, distensão (barriga inchada), eructação (arroto) e flatulência frequente ,,, sinais de que algo está desequilibrado na digestão.

“Os gases em excesso geralmente indicam fermentação exagerada de alimentos no intestino, o que pode estar ligado à disbiose intestinal ou à má digestão de proteínas e carboidratos.”

Causas mais comuns dos gases em excesso

1. Disbiose intestinal

O intestino abriga trilhões de bactérias que auxiliam na digestão e na absorção de nutrientes. Quando ocorre disbiose ,,, o desequilíbrio dessa microbiota ,,, há aumento da fermentação e produção de gases, especialmente após o consumo de alimentos ricos em carboidratos e fibras.

2. Má digestão de proteínas

A digestão incompleta das proteínas pode gerar compostos sulfurados, responsáveis pelo odor forte dos gases. Esse problema é comum em pessoas com baixo ácido clorídrico (hipocloridria) ou uso crônico de inibidores de acidez gástrica (prazóis).

3. Intolerância à lactose e à caseína

A deficiência da enzima lactase impede a quebra da lactose, causando fermentação e formação de gases. Já a intolerância à caseína (proteína do leite) está associada a reações inflamatórias e disfunções intestinais.

4. SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado)

Na SIBO, há aumento anormal de bactérias no intestino delgado, local onde normalmente o número delas é reduzido. Isso gera gases, inchaço e desconforto logo após as refeições.

5. Alimentação rica em ultraprocessados e açúcares

Alimentos industrializados e ricos em conservantes alteram o pH intestinal e favorecem o crescimento de micro-organismos fermentadores, elevando a produção de gases.

Como identificar se os gases vêm de um desequilíbrio intestinal

Nem sempre os gases estão ligados apenas à alimentação. Em muitos casos, o corpo está sinalizando disbiose, uma alteração profunda no microbioma intestinal.

  • Inchaço abdominal logo após comer;
  • Alternância entre constipação e diarreia;
  • Mau hálito e eructações frequentes;
  • Fadiga e queda de energia;
  • Dificuldade em digerir carnes e proteínas;
  • Intolerâncias alimentares múltiplas.

Esses sinais indicam que o intestino pode estar produzindo metabólitos inflamatórios, e é nesse ponto que os exames de precisão tornam-se fundamentais para um diagnóstico assertivo.

Exames de precisão que ajudam a entender a origem dos gases

Mapa do Microbioma Intestinal

Esse exame de DNA identifica o perfil das bactérias presentes no intestino e avalia o grau de disbiose. Ele mostra se há crescimento excessivo de bactérias fermentadoras e ajuda a definir o tratamento ideal com probióticos e ajustes alimentares.

Metabolômica

A análise metabolômica detecta substâncias resultantes da digestão e do metabolismo. Ela revela deficiências de enzimas digestivas, inflamação intestinal e desequilíbrios metabólicos que favorecem a produção de gases.

“A combinação do mapa do microbioma com a metabolômica permite personalizar o tratamento, evitando o uso empírico de dietas restritivas e suplementos inadequados.”

Estratégias naturais para reduzir gases e melhorar a digestão

  • Mastigar bem os alimentos e comer devagar;
  • Evitar bebidas gaseificadas e chicletes;
  • Reduzir alimentos fermentáveis (feijão, brócolis, couve-flor, cebola);
  • Fazer pausas entre as refeições para melhorar a motilidade intestinal;
  • Consumir fibras de forma equilibrada;
  • Introduzir probióticos conforme orientação médica;
  • Avaliar intolerâncias alimentares e ajustar a dieta individualmente.

Além disso, manter uma rotina de sono adequada e gerenciar o estresse ajuda na regulação do eixo intestino-cérebro, reduzindo sintomas gastrointestinais.

Quer entender se o seu corpo está realmente equilibrado e se você precisa otimizar sua digestão?

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A avaliação pode incluir exames de precisão, como o mapa do microbioma intestinal e a metabolômica, que identificam as causas dos gases e orientam um plano nutricional personalizado.

Dr. Renato Susin em consulta de nutrologia

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