Quercetina: antioxidante poderoso para imunidade, intestino e metabolismo
- Dr. Renato Susin
- 19 de out. de 2025
- 3 min de leitura
O que é a quercetina e por que ela é importante para sua saúde?
A quercetina é um flavonoide presente em frutas, vegetais e chás, reconhecida por sua forte ação antioxidante e anti-inflamatória. Ela age neutralizando radicais livres e modulando vias metabólicas ligadas à inflamação, ao estresse oxidativo e à imunidade.
Na prática, isso significa:
Menos inflamação intestinal.
Maior proteção cardiovascular.
Melhor resposta imunológica contra vírus e bactérias.
Apoio ao metabolismo energético e ao equilíbrio da glicemia.
A quercetina é considerada uma das moléculas naturais mais promissoras no suporte à saúde intestinal, imunológica e metabólica.

Benefícios da quercetina para o corpo
Saúde intestinal
Estudos mostram que a quercetina pode modular a microbiota intestinal, reduzindo inflamações crônicas do intestino e ajudando em casos de disbiose. Na prática, pessoas com síndrome do intestino irritável (SII) ou sensibilidade alimentar podem sentir menos sintomas como cólicas, gases e distensão abdominal.
Imunidade fortalecida
A quercetina auxilia na regulação da resposta imunológica, reduzindo reações exageradas (como em alergias) e aumentando a defesa contra vírus. É por isso que, muitas vezes, ela aparece associada a vitamina C e zinco, formando um trio de suporte antioxidante e imunológico.

Metabolismo e energia
A quercetina participa de vias metabólicas antioxidantes que reduzem o estresse oxidativo das mitocôndrias — responsáveis por gerar energia no corpo. Isso ajuda na fadiga crônica, melhora a disposição e contribui para o equilíbrio glicêmico, reduzindo resistência insulínica.
Apoio cardiovascular
Ela auxilia no relaxamento dos vasos sanguíneos e no controle da pressão arterial, favorecendo a saúde do coração.
Quercetina e metabolômica: avaliando na prática
A metabolômica permite observar metabólitos ligados às vias antioxidantes e inflamatórias influenciadas pela quercetina. Com esse exame, é possível entender se há sobrecarga oxidativa, deficiência em mecanismos de defesa ou desequilíbrios metabólicos que podem ser corrigidos.
Na prática, isso significa que em vez de recomendar antioxidantes de forma genérica, é possível saber se a quercetina pode ser estratégica para aquele paciente.
A metabolômica traduz a ação da quercetina em dados reais do metabolismo, mostrando se a intervenção antioxidante é necessária e eficaz.
Quercetina emagrece?
Não existe uma ação direta da quercetina no emagrecimento, mas seus efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes ajudam indiretamente. Afinal, quando há menos inflamação e mais equilíbrio metabólico, o corpo responde melhor a estratégias de controle de peso.
Exemplo prático:
Paciente com resistência insulínica pode ter melhora na sensibilidade à insulina com quercetina.
Isso reduz picos de glicose e, consequentemente, auxilia no processo de emagrecimento.
Alimentos ricos em quercetina
Entre os mais estudados estão:
Maçãs vermelhas (principalmente na casca).
Cebola roxa.
Brócolis e couve.
Uvas escuras e frutos vermelhos.
Chá verde e chá-preto.
Alcaparras (altíssima concentração).

Esses alimentos podem ser consumidos diariamente como parte de uma dieta funcional rica em fitoquímicos.
Quercetina em suplementos: quando considerar?
Embora a alimentação forneça boas quantidades de quercetina, em alguns casos a suplementação pode ser indicada:
Pacientes com inflamação intestinal crônica.
Pessoas com fadiga persistente e estresse oxidativo elevado.
Indivíduos com resistência insulínica ou pré-diabetes.
Pessoas com histórico de alergias e rinite.
Sempre com respaldo de exames (como a metabolômica e teste do microbioma intestinal) para entender quando há necessidade real de suplementar.
Efeitos colaterais e cuidados
A quercetina é considerada segura quando usada dentro das doses estudadas. Em excesso, pode causar desconfortos gastrointestinais leves.
Atenção especial: pessoas em uso de anticoagulantes ou quimioterápicos devem consultar um médico antes de suplementar.
Exemplo prático: paciente com disfunção intestinal
Imagine um paciente com intestino irritável e queixas de fadiga. Ao realizar a metabolômica, são observados metabólitos ligados ao estresse oxidativo e à inflamação intestinal.
Nesse caso, a quercetina pode ser recomendada como parte do tratamento, seja por dieta rica em fontes naturais ou via suplementação acompanhada.
Resultado esperado:
Melhora da microbiota intestinal.
Redução da inflamação.
Mais energia e qualidade de vida.
Quercetina como estratégia de saúde personalizada
A quercetina não é apenas um “antioxidante da moda”. Ela é uma ferramenta poderosa quando entendida dentro do contexto metabólico e individual de cada paciente.
Com o suporte da metabolômica, é possível definir se ela deve fazer parte da estratégia terapêutica — seja para intestino, imunidade, metabolismo ou prevenção de doenças crônicas.
Dar atenção à quercetina é investir em equilíbrio, energia e longevidade.
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