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Homocisteína alta: quais os riscos ela revela?

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura




O que é homocisteína e por que ela merece atenção


A homocisteína é uma molécula produzida naturalmente no organismo durante o metabolismo da metionina, um aminoácido presente em alimentos ricos em proteína.


Ela não vem diretamente da alimentação. Surge como um intermediário metabólico e, em condições ideais, é rapidamente reaproveitada ou transformada em outras substâncias importantes para o corpo.


O problema aparece quando esse metabolismo não acontece de forma eficiente.


Homocisteína elevada não é uma doença, mas um sinal de que algo no metabolismo não está funcionando bem.


Ciclo metabólico da homocisteína no organismo



Homocisteína alta: o que está acontecendo no metabolismo


Quando a homocisteína se acumula no sangue, isso indica que o organismo está com dificuldade em processá-la adequadamente.


Essa dificuldade costuma estar relacionada a falhas em vias metabólicas específicas, principalmente aquelas ligadas à reutilização da homocisteína ou à sua conversão em compostos antioxidantes.


Por isso, hoje a homocisteína é considerada um marcador metabólico funcional, e não apenas um número isolado em um exame de sangue.



Remetilação: o principal caminho de reutilização da homocisteína


A principal via de reaproveitamento da homocisteína é chamada de remetilação.

Nesse processo, a homocisteína recebe novamente um grupo metil e é transformada de volta em metionina, permitindo que o ciclo metabólico continue de forma saudável.


Essa etapa depende diretamente de:


  • Vitamina B12


  • Ácido fólico (vitamina B9)


  • Funcionamento adequado das enzimas envolvidas no ciclo


Quando a remetilação não funciona bem, a homocisteína tende a se acumular.


É importante diferenciar os conceitos: remetilação é o processo metabólico de reciclagem da homocisteína, enquanto metilação é o ato de doar grupos metil para diversas funções no organismo.


Os dois processos estão conectados, mas não são a mesma coisa.



Processo de reciclagem da homocisteína em metionina



Metilação: por que esse processo é tão importante para o corpo


A metilação é um dos processos bioquímicos mais importantes do organismo.


Ela participa de funções como:


  • Regulação da expressão genética


  • Produção de neurotransmissores


  • Detoxificação hepática


  • Controle inflamatório


  • Síntese de compostos essenciais


Quando a capacidade de metilação está comprometida, não apenas a homocisteína pode se elevar, mas diversos sistemas do corpo passam a funcionar de forma menos eficiente.



Ciclo da homocisteína: remetilação e transulfuração


Além da remetilação, a homocisteína pode seguir outro caminho metabólico: a transulfuração.


Nesse processo, ela é convertida em cisteína, que é precursora da glutationa, o principal antioxidante endógeno do organismo.


Essa via depende principalmente da vitamina B6.


Quando a transulfuração não funciona adequadamente, ocorre redução da capacidade antioxidante e aumento do estresse oxidativo.


Homocisteína elevada frequentemente reflete dificuldade tanto na reciclagem metabólica quanto na produção de antioxidantes.


Vitaminas do complexo B e homocisteína


Cada vitamina do complexo B tem um papel específico nesse metabolismo:


  • Vitamina B12: essencial para a remetilação


  • Ácido fólico (B9): fornece grupos metil


  • Vitamina B6: fundamental para a transulfuração


  • Vitamina B2: atua como cofator das enzimas do ciclo


A deficiência funcional de qualquer uma dessas vitaminas pode levar ao aumento da homocisteína, mesmo quando a alimentação parece adequada.



Homocisteína e risco cardiovascular


Diversos estudos associam níveis elevados de homocisteína a maior risco cardiovascular.


Isso acontece porque a homocisteína em excesso pode:


  • Aumentar a inflamação vascular


  • Favorecer a oxidação do LDL


  • Comprometer a função do endotélio


  • Contribuir para a formação de placas ateroscleróticas


Ela não é a única responsável pelo risco, mas atua como um importante fator agravante dentro de um contexto metabólico desfavorável.



Genética, homocisteína e individualidade metabólica


Variações genéticas podem reduzir a eficiência das enzimas envolvidas tanto na remetilação quanto na transulfuração.


Nesses casos, a homocisteína pode se elevar mesmo quando os níveis séricos de vitaminas estão dentro da faixa considerada normal.


Isso explica por que, muitas vezes, apenas medir vitaminas no sangue não reflete o real funcionamento do metabolismo.



A visão da metabolômica sobre a homocisteína


A metabolômica permite analisar a homocisteína dentro de um contexto metabólico muito mais amplo.


Ela ajuda a interpretar:


  • Eficiência da remetilação


  • Capacidade de metilação global


  • Produção de antioxidantes


  • Sobrecarga de vias metabólicas


  • Equilíbrio entre produção e reciclagem


Na metabolômica, a homocisteína é interpretada como um sinal de desequilíbrio sistêmico, não como um dado isolado.

Essa abordagem direciona intervenções mais precisas, personalizadas e seguras.



Por que não tratar apenas o número da homocisteína


Reduzir a homocisteína sem investigar sua causa pode mascarar desequilíbrios metabólicos importantes.


O foco deve ser:


  • Restaurar a remetilação


  • Apoiar a metilação de forma adequada


  • Corrigir deficiências funcionais


  • Melhorar o equilíbrio metabólico global


Essa é a base da medicina funcional integrativa.



Quer entender se o seu corpo está realmente equilibrado e se você precisa otimizar a homocisteína?


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Consulta de nutrologia com Dr. Renato Susin

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