**
top of page

Fadiga crônica: por que o cansaço não passa e como recuperar energia

  • Dr. Renato Susin
  • 18 de jan.
  • 3 min de leitura



Fadiga crônica não é preguiça nem falta de força de vontade


Sentir cansaço ocasional é normal. Mas quando a exaustão é constante, profunda e não melhora nem após dormir bem ou descansar, estamos falando de fadiga crônica.


Esse quadro afeta corpo e mente, prejudica a concentração, o humor, a produtividade e a qualidade de vida.


Fadiga crônica é um sinal de que o metabolismo está sobrecarregado e não conseguindo produzir energia de forma eficiente.


Cansaço excessivo ao acordar



O que é a síndrome da fadiga crônica?


A síndrome da fadiga crônica é caracterizada por um cansaço intenso e persistente, que dura meses e não melhora com repouso.


Além da fadiga, podem surgir:


  • Sensação de corpo pesado


  • Falta de energia logo ao acordar


  • Dores musculares e articulares


  • Dificuldade de concentração


  • Sensação de “mente lenta”


  • Intolerância ao esforço físico



Esse quadro não é apenas psicológico. Ele envolve alterações metabólicas, hormonais, inflamatórias e energéticas.



Qual a relação entre fadiga crônica e estresse prolongado?


O estresse crônico é uma das principais causas da fadiga persistente.

Quando o corpo vive em estado de alerta constante — seja por excesso de trabalho, pressão emocional, privação de sono ou doenças — ocorre uma sobrecarga do eixo HPA (hipotálamo–hipófise–adrenal).


Esse eixo regula a produção de cortisol, hormônio essencial para:


  • Manter energia ao longo do dia


  • Regular inflamação


  • Controlar glicemia


  • Ajudar na resposta ao estresse


Com o tempo, o organismo perde a capacidade de responder adequadamente.



Funcionamento do eixo HPA



Fadiga crônica e disfunção adrenal: qual a conexão?


Em quadros prolongados de estresse, pode ocorrer uma disfunção da resposta adrenal.

Isso não significa que a adrenal “parou”, mas que o ritmo de produção hormonal fica desregulado.


O resultado pode ser:


  • Energia baixa pela manhã


  • Picos de cansaço ao longo do dia


  • Dificuldade para lidar com pequenas demandas


  • Sensação de esgotamento constante


O problema não é apenas produzir cortisol, mas produzir na hora certa e na quantidade adequada.


O papel do metabolismo energético na fadiga crônica


A energia do corpo é produzida dentro das células, principalmente nas mitocôndrias.


Na fadiga crônica, é comum existir:


  • Dificuldade de gerar energia (ATP)


  • Uso ineficiente de nutrientes


  • Aumento do estresse oxidativo


  • Inflamação de baixo grau


Mesmo com exames tradicionais “normais”, o paciente continua cansado, porque o problema está na funcionalidade metabólica, não apenas em valores isolados.



Deficiências nutricionais que contribuem para o cansaço


Algumas carências são frequentemente associadas à fadiga crônica:


  • Vitaminas do complexo B


  • Magnésio


  • Ferro (mesmo sem anemia clássica)


  • Aminoácidos essenciais


  • Antioxidantes


Esses nutrientes são fundamentais para:


  • Produção de energia


  • Funcionamento do sistema nervoso


  • Resposta ao estresse


  • Recuperação muscular e mental



Por que exames convencionais nem sempre explicam a fadiga?


Exames tradicionais avaliam se algo está “dentro ou fora da faixa”. Mas a fadiga crônica costuma surgir antes da doença instalada.


O metabolismo pode estar:


  • Funcionando no limite


  • Compensando deficiências


  • Operando com baixa eficiência


É aí que a investigação precisa ser mais profunda.



Como a metabolômica ajuda a investigar a fadiga crônica


A metabolômica é um exame de precisão que avalia como o corpo está funcionando na prática.


Ela permite identificar:


  • Deficiências nutricionais funcionais


  • Alterações no metabolismo energético


  • Sobrecarga oxidativa


  • Dificuldade na produção de neurotransmissores


  • Sinais de estresse metabólico crônico


A metabolômica mostra não apenas o que você tem, mas como seu corpo está usando o que tem.


Abordagem funcional para fadiga crônica


O tratamento não é apenas “tomar um suplemento” ou “descansar mais”.

A abordagem funcional envolve:


  • Ajuste do estilo de vida


  • Estratégias para reduzir estresse


  • Reposição nutricional personalizada


  • Suporte ao metabolismo energético


  • Organização do ritmo circadiano


Cada plano deve ser individualizado, respeitando o histórico, exames e rotina do paciente.



Quando procurar ajuda?


Você deve investigar se:


  • O cansaço dura semanas ou meses


  • Dorme bem e acorda cansado


  • O descanso não traz recuperação


  • A fadiga afeta trabalho, memória ou humor


Fadiga constante não é normal e não deve ser ignorada.



Quer entender se o seu corpo está realmente equilibrado e se você precisa recuperar sua energia?


Agende uma consulta com o Dr. Renato Susin, médico nutrólogo e especialista em medicina funcional integrativa. A avaliação pode incluir exames de precisão, como a metabolômica, para identificar desequilíbrios, compreender a origem da fadiga crônica e ajustar seu metabolismo de forma personalizada.


Consulta com medico nutrologo

Comentários


bottom of page