Epigalocatequina Galato (EGCG): o composto do chá verde que acelera o metabolismo e protege suas células
- Dr. Renato Susin
- 25 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
O que é EGCG e onde ela é encontrada
A Epigalocatequina Galato (EGCG) é o principal composto bioativo encontrado no chá verde (Camellia sinensis). Pertencente ao grupo das catequinas, a EGCG é um polifenol com ação antioxidante e anti-inflamatória que tem despertado grande interesse da ciência por seus efeitos sobre o metabolismo, o envelhecimento e a saúde celular.
Na prática, a EGCG atua neutralizando radicais livres, modulando a expressão gênica e melhorando o funcionamento mitocondrial, o que contribui para mais energia e menos inflamação.
A EGCG é uma das substâncias naturais mais potentes para combater o estresse oxidativo e equilibrar o metabolismo celular.

Como a EGCG atua no metabolismo e na queima de gordura
Estudos mostram que a EGCG aumenta a oxidação de gorduras, principalmente durante o exercício físico, além de melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a inflamação crônica — fatores diretamente ligados ao metabolismo energético.
Esses efeitos ocorrem porque a EGCG ativa a via da AMPK (proteína quinase ativada por AMP), um sensor metabólico que estimula o corpo a usar gordura como fonte de energia. Além disso, ela inibe a enzima COMT, responsável por degradar a norepinefrina, prolongando o estímulo da termogênese e a queima calórica.
Estimula a beta-oxidação de ácidos graxos;
Melhora a função mitocondrial;
Regula o balanço energético celular;
Reduz marcadores de resistência à insulina e inflamação.

EGCG e metabolômica: o que os exames revelam
Na metabolômica, é possível observar os efeitos da EGCG sobre o metabolismo energético e oxidativo, avaliando seus impactos de forma personalizada.
Entre os marcadores mais relevantes:
Redução de metabólitos da peroxidação lipídica, indicando menor dano oxidativo;
Melhora no perfil de ácidos graxos, com aumento da eficiência da beta-oxidação;
Equilíbrio entre glutationa reduzida (GSH) e glutationa oxidada (GSSG), sinalizando melhor defesa antioxidante;
Diminuição de metabólitos associados à disfunção mitocondrial e inflamação sistêmica.
Esses achados reforçam o papel da EGCG como uma molécula capaz de restaurar o equilíbrio redox e favorecer o metabolismo celular.
EGCG e genética: quando o corpo precisa de mais suporte
A nutrigenômica — estudo das interações entre genes e nutrientes — mostra que a EGCG pode modular a expressão de genes antioxidantes e compensar polimorfismos genéticos ligados ao aumento do estresse oxidativo.
Entre os genes com maior relevância nesse contexto estão:
SOD2 (Superóxido Dismutase): mutações reduzem a capacidade de eliminar radicais livres;
GPX1 (Glutationa Peroxidase): polimorfismos diminuem a detoxificação celular;
NQO1 e GSTM1: associados à defesa antioxidante e à neutralização de compostos tóxicos;
PPARγ e UCP2: relacionados à regulação do metabolismo lipídico e energético.
A EGCG atua ativando fatores de transcrição antioxidantes, como o Nrf2, e inibindo vias inflamatórias dependentes de NF-κB, o que ajuda a manter o equilíbrio metabólico e genético.
A EGCG modula vias antioxidantes e inflamatórias de forma epigenética, auxiliando na proteção celular.

Principais benefícios da EGCG para a saúde
Os estudos científicos mais recentes associam o consumo de EGCG a uma ampla gama de benefícios metabólicos e preventivos.
Ação antioxidante e anti-inflamatória: protege as células contra o envelhecimento precoce;
Melhora da função cerebral: modula neurotransmissores e protege neurônios;
Controle do peso corporal: favorece a oxidação de gorduras e o gasto energético;
Saúde cardiovascular: reduz LDL oxidado e melhora a função endotelial;
Apoio ao fígado: auxilia na detoxificação e na modulação da gordura hepática.
A EGCG é uma das catequinas mais estudadas pela ciência, com efeitos amplos sobre o metabolismo e a longevidade.

Cuidados e efeitos colaterais da EGCG
Apesar de ser natural, a EGCG deve ser utilizada com cautela em altas doses. Quando consumida em excesso, pode causar desconforto gastrointestinal, náuseas ou, em casos raros, alterações hepáticas — especialmente em suplementos concentrados.
O ideal é buscar orientação médica individualizada, considerando exames como metabolômica e teste genético, que permitem avaliar a resposta metabólica e o potencial antioxidante de cada pessoa.
Quer entender se o seu corpo está realmente equilibrado e se você precisa otimizar o uso da EGCG?
Agende uma consulta com o Dr. Renato Susin, médico nutrólogo e especialista em medicina funcional integrativa. A avaliação pode incluir exames de precisão, como a metabolômica e o teste genético, para identificar desequilíbrios e ajustar seu metabolismo de forma personalizada.





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