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Aminoácidos essenciais: por que eles são vitais ao metabolismo

  • Dr. Renato Susin
  • 27 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura



O que são aminoácidos essenciais?


Os aminoácidos essenciais são aqueles que o corpo humano não consegue produzir sozinho. Isso significa que eles precisam ser obtidos obrigatoriamente pela alimentação ou, em alguns casos, pela suplementação.


Eles são a base da síntese proteica, processo essencial para:


  • construção e manutenção dos músculos;


  • funcionamento do sistema imunológico;


  • produção de enzimas, hormônios e neurotransmissores;


  • reparo tecidual e equilíbrio metabólico.


Quando há deficiência desses aminoácidos, o organismo entra em um estado de adaptação metabólica que pode gerar sintomas silenciosos e progressivos.



 Estrutura dos aminoácidos essenciais



Quais são os principais aminoácidos essenciais?


  • Leucina


  • Isoleucina


  • Valina


  • Lisina


  • Metionina


  • Fenilalanina


  • Treonina


  • Triptofano


  • Histidina



Cada um deles atua em vias metabólicas específicas, influenciando desde a produção de energia até o equilíbrio do humor e da imunidade.


Os aminoácidos essenciais não atuam isoladamente — eles funcionam em conjunto, integrando diferentes sistemas do organismo.


Por que os aminoácidos essenciais são tão importantes para o metabolismo?


Os aminoácidos essenciais são peças-chave do metabolismo por três grandes motivos:


  1. Energia metabólica Quando há baixa ingestão ou má absorção de carboidratos e gorduras, o corpo pode utilizar aminoácidos como fonte energética.


  2. Manutenção da massa muscular A deficiência crônica favorece perda de massa magra, queda da taxa metabólica basal e maior risco de resistência insulínica.


  3. Regulação imunológica e inflamatória Aminoácidos participam da produção de mediadores inflamatórios e antioxidantes endógenos.


Por isso, alterações nesses níveis costumam aparecer associadas a fadiga persistente, dificuldade de recuperação física, queda de cabelo, baixa imunidade e alterações do sono.



O que pode levar à deficiência de aminoácidos essenciais?


A deficiência nem sempre está ligada apenas à ingestão inadequada de proteínas.


  • má digestão e absorção proteica;


  • hipocloridria (baixo ácido gástrico);


  • disbiose intestinal;


  • dietas muito restritivas;


  • maior demanda metabólica (gestação, amamentação, exercício intenso, estresse crônico);


  • alterações genéticas no metabolismo proteico.


É comum o paciente “comer bem” e ainda assim apresentar carências funcionais.



Como a metabolômica avalia os aminoácidos essenciais?


A metabolômica é um exame de precisão que avalia diretamente os metabólitos circulantes no organismo, incluindo aminoácidos essenciais.


Diferente de exames isolados, ela permite:


  • identificar deficiências funcionais, mesmo antes de sintomas claros;


  • avaliar se o aminoácido está sendo absorvido, metabolizado e utilizado corretamente;


  • correlacionar carências com vias metabólicas específicas, como energia, detoxificação e inflamação.


A metabolômica mostra o que realmente está acontecendo no metabolismo, e não apenas o que foi ingerido.


A relação entre aminoácidos essenciais e mitocôndrias


As mitocôndrias dependem diretamente dos aminoácidos para:


  • produção eficiente de energia (ATP);


  • equilíbrio do ciclo de Krebs;


  • redução do estresse oxidativo.


Alterações nesses aminoácidos podem indicar um metabolismo mais lento, dificuldade de recuperação física e maior vulnerabilidade ao cansaço crônico.

Na prática clínica, isso ajuda a entender por que alguns pacientes não respondem bem apenas com dieta ou exercício.



Quando a suplementação de aminoácidos pode ser necessária?


A suplementação não deve ser empírica.


Ela pode ser considerada quando:


  • a metabolômica mostra deficiência específica;


  • há dificuldade digestiva ou intestinal;


  • existe maior demanda metabólica;


  • há predisposição genética que reduz eficiência metabólica.



  1. Identificar a deficiência com exame de precisão


  2. Ajustar alimentação e digestão


  3. Avaliar necessidade de suplementação personalizada



Por que não suplementar sem avaliação?


O excesso de aminoácidos também pode gerar sobrecarga metabólica, aumento de amônia e desequilíbrios entre vias bioquímicas.


Por isso, a medicina funcional integrativa prioriza avaliar antes de intervir, usando exames como a metabolômica para guiar decisões com segurança.



Quer entender se o seu corpo está realmente equilibrado e se você precisa otimizar os aminoácidos essenciais?


Agende uma consulta com o Dr. Renato Susin, médico nutrólogo e especialista em medicina funcional integrativa. A avaliação pode incluir exames de precisão, como a metabolômica, para identificar desequilíbrios e ajustar seu metabolismo de forma personalizada.


Consulta de nutrologia com Dr. Renato Susin

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