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Ácido fólico na gestação: por que ele é essencial desde o início

  • Dr. Renato Susin
  • 10 de jan.
  • 3 min de leitura


O que é o ácido fólico e qual sua função na gestação?


O ácido fólico é a forma sintética da vitamina B9, um nutriente fundamental para a divisão celular, formação do DNA e crescimento dos tecidos.


Durante a gestação, essas funções se tornam ainda mais importantes, já que o organismo da mãe passa a sustentar o desenvolvimento rápido do bebê, especialmente nas primeiras semanas.


O ácido fólico participa diretamente da formação do sistema nervoso do feto, especialmente do tubo neural.


Ácido fólico na gestação



Por que o ácido fólico é tão importante no início da gravidez?


O tubo neural — estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal — se forma entre a 3ª e a 4ª semana de gestação, muitas vezes antes mesmo da mulher saber que está grávida.


A deficiência de ácido fólico nesse período está associada a malformações congênitas, como:


  • Espinha bífida


  • Anencefalia


  • Alterações no desenvolvimento neurológico


Por isso, a recomendação médica é que o ácido fólico seja iniciado antes da concepção, sempre que possível.



Ácido fólico, folato e metilfolato: existe diferença?


Sim, existe diferença — e ela é clinicamente relevante.


Folato


É a forma natural da vitamina B9, presente em alimentos como folhas verdes, feijão e abacate.


Ácido fólico


É a forma sintética, utilizada na maioria dos suplementos e alimentos fortificados.


Metilfolato


É a forma biologicamente ativa, já pronta para ser utilizada pelo organismo.

Em algumas mulheres, especialmente aquelas com alterações genéticas, a conversão do ácido fólico em sua forma ativa pode não ocorrer de maneira eficiente.



Polimorfismos genéticos e o metabolismo do ácido fólico


Alguns polimorfismos genéticos, como os relacionados ao gene MTHFR, podem reduzir a capacidade do organismo de transformar o ácido fólico em metilfolato.


Nesses casos, mesmo com suplementação adequada, podem ocorrer:


  • Deficiência funcional de folato


  • Alterações na metilação


  • Maior risco de complicações gestacionais


A avaliação genética permite identificar essas variações e ajustar a forma mais adequada de suplementação.


Nem toda gestante metaboliza o ácido fólico da mesma forma.


Qual é a dose recomendada de ácido fólico na gestação?


De forma geral, as recomendações incluem:


  • Pré-concepção: 400 mcg/dia


  • Gestação: 400 a 600 mcg/dia


  • Casos específicos (histórico familiar ou polimorfismos): doses individualizadas


A dose ideal deve sempre considerar o histórico clínico, alimentar e genético da gestante.



O papel da alimentação na ingestão de folato


Embora a suplementação seja fundamental, a alimentação também contribui para a ingestão de folato.


Alimentos ricos em folato incluem:


  • Espinafre, rúcula e couve


  • Feijão, lentilha e grão-de-bico


  • Abacate


  • Brócolis


No entanto, durante a gestação, a alimentação isolada raramente é suficiente para suprir a demanda aumentada.



Como a metabolômica pode ajudar na avaliação do ácido fólico


A metabolômica permite avaliar o impacto funcional do ácido fólico no organismo, indo além da simples dosagem sérica da vitamina.


Com esse exame, é possível identificar:


  • Alterações em vias de metilação


  • Deficiência funcional de vitaminas do complexo B


  • Desequilíbrios metabólicos associados à gestação


Isso é especialmente importante em gestantes com sintomas persistentes, histórico de abortos ou alterações genéticas conhecidas.



Ácido fólico e saúde materna: benefícios além do bebê


Além do desenvolvimento fetal, o ácido fólico também contribui para a saúde da mãe, auxiliando em:


  • Produção adequada de células sanguíneas


  • Redução do risco de anemia


  • Suporte ao metabolismo energético


  • Equilíbrio do sistema nervoso


Esses efeitos ajudam a sustentar o aumento da demanda metabólica da gestação.



Quando investigar além da suplementação padrão?


É indicado aprofundar a investigação quando a gestante apresenta:


  • Histórico de má-formação fetal


  • Abortos recorrentes


  • Fadiga excessiva ou anemia persistente


  • Dietas restritivas


  • Histórico familiar de alterações genéticas


Nesses casos, exames de precisão permitem um cuidado mais individualizado.



Quer entender se o seu corpo está realmente equilibrado e se você precisa otimizar a suplementação na gestação?


Agende uma consulta com o Dr. Renato Susin, médico nutrólogo e especialista em medicina funcional integrativa. A avaliação pode incluir exames de precisão, como a metabolômica, para identificar desequilíbrios e ajustar seu metabolismo de forma personalizada.



Consulta de Nutrologia com Dr. Renato Susin

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